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CPI: Prefeitura de SG responderá por seis crimes


Foi instaurada, nesta terça-feira (4), na Câmara Municipal de São Gonçalo, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cemitérios. A CPI tem duração de 90 dias, depois de sua instalação que acontece nesta quarta-feira (5), para apurar irregularidades cometidas pela prefeitura e pode resultar no afastamento de envolvidos, inclusive do prefeito José Luiz Nanci.

Requerida pelo vereador Lucas Muniz, a Comissão teve assinatura de nove vereadores, dos 27 que respondem pelo Poder Legislativo da cidade. De acordo com eles, a comissão será composta por 11 membros e irá verificar as seguintes denúncias: abandono dos cemitérios; humilhação dos cidadãos que demoram de três a cinco dias para enterrar seus entes; desvio de recurso público; tráfico de influência; improbidade administrativa; e crime ambiental.

O caso tem sido debatido na Câmara de Vereadores desde junho de 2018, quando o vereador Sandro Almeida informou sobre a denúncia de uma ex-coordenadora dos cemitérios na gestão do prefeito Nanci.

“De acordo com essa ex-funcionária, o dinheiro dos cemitérios era entregue em mãos à esposa do prefeito, Eliane Nanci, que também é, hoje, chefe do gabinete. Ela alega que dona Eliane se recusava a assinar qualquer tipo de recibo e que essa entrega deveria ser feita pelas portas do fundo”, afirmou o vereador Sandro.

Ainda segundo o vereador, nessa mesma época ele havia conseguido 11 assinaturas para iniciar a CPI, mas por pressão da Prefeitura de São Gonçalo, três voltaram atrás. Um desses era o vereador Natan, que, dessa vez, assinou o requerimento.

“De seis meses para cá, eu passei a dar muito valor para aquela audiência pública, porque eu fui a diversos cemitérios e vi o descaso do executivo com o povo dessa cidade. Todos nós, vereadores que estamos nessa luta, fomos ao cemitério do Pacheco e vimos tudo abandonado. Onde está o dinheiro que a prefeitura arrecada todos os dias? Precisamos investigar”, contou o vereador Natan.

O vereador Jalmir Junior ressaltou que a CPI não se trata de questões políticas ou partidárias, mas de humanidade e responsabilidade, e que há indícios de crimes ambientais a serem investigados.

“Todo cemitério tem que ter licenciamento ambiental para seu funcionamento, fora isso, é considerado crime. Além disso, não existe procedimento para gerenciamento do necrochorume – que é a mistura da composição química com restos do falecido – ou seja, com certeza temos contaminação do solo. Isso sem mencionar a violação do direito do trabalhador, que não tem segurança e nem equipamentos para trabalho”, informou o vereador Jalmir.

Procurada, a Prefeitura de São Gonçalo ainda não se pronunciou sobre o caso.

Fonte: Plantão Enfoco


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