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Greve termina, mas manifestações e paralisações continuam


Ontem à noite (16) em Assembleia Geral, os servidores, por ampla maioria (86x17), decidiram por fim ao movimento grevista da categoria que perdurava desde 21 de dezembro de 2016. A decisão veio acompanhada de realização de manifestações semanais e paralisação por 24 horas para pressionar o governo a pagar de forma integral os salários de dezembro.

O primeiro ato de protesto será no próximo dia 20 (segunda), às 9 horas, em frente à prefeitura. O parcelamento proposto pelo governo continua sendo rejeitado pela categoria e é papel do sindicato combate-lo. Porem a categoria considerou que a greve não é mais o melhor caminho para atingir tal fim.

Os servidores também votaram pela manutenção da Mesa de Negociação com foco prioritário no pagamento integral dos salários de dezembro. A Mesa a partir de agora terá uma novidade: a presença de dois delegados sindicais como ouvintes, se juntando à comissão já formada pela diretoria do SINDSPEF-SG. Os delegados-ouvintes foram eleitos ontem em Assembleia.

Paralelo aos atos de negociação junto ao governo, o SINDSPEF-SG vem sendo ativo junto ao Ministério Público, para a solução da questão salarial referente ao mês de dezembro de 2016.

A razão desta atuação é o antagonismo das atitudes do governo, o qual afirma não possuir recursos para efetuar o pagamento integral da remuneração dos servidores, ao passo que, de forma completamente incoerente, lota a administração com um número de quase três mil comissionados, os quais representam um prejuízo aos cofres de mais de R$ 4 milhões ao mês.

Quanto ao tal fato, no último dia 07 de fevereiro do 2017, SINDSPEF-SG apresentou ao MP uma REPRESENTAÇÃO contendo os nomes e lotação de cada novo servidor comissionado, bem como os valores de cada remuneração paga pelo Município, a fim de que a promotora responsável pelo caso avalie as medidas a serem tomadas contra a atual administração, bem como providencia a exoneração de tais contratados, até que pelo menos a folha de dezembro seja integralmente quitada.

Na ocasião, a representante do Ministério Publico externou a sua preocupação com a continuidade da greve, em especial quanto a desassistência aos munícipes.

Por fim, o MP também demonstrou o seu descontentamento com o parcelamento imposto pelo governo, em especial quando confrontado com o excesso de comissionados já em atuação.

Desta forma, o excesso de comissionado dentro de São Gonçalo é o tema que passará a ser objeto das discussões do processo n. 0051001-51.2016.8.19.0004 (ação civil pública) movida pelo SINDSPEF-SG, onde pretendemos enquadrar o governo para que reduza o seu quantitativo ao mínimo possível, a fim de que a economia realizada seja destinada para o pagamento dos salários ainda atrasados.

O Sindspef-SG já planilha todas as nomeações promovidas pela prefeitura em cargos de comissão desde 02 de janeiro, até a presente data.

- Vamos contestar todas essas nomeações que no nosso entendimento são descabidas. Como nomear e pagar comissionados se os efetivos ainda não tiveram o pagamento de dezembro? Isso é injusto. Levantamos em Diário Oficial todas as nomeações e vamos apresentá-las nessa audiência. Iremos pedir ao juiz que sentencie o município a exonerar todos os comissionados e só recontratar após o pagamento dos servidores efetivos.

Negociar não é ficar passivo aos desmandos do governo. É saber a hora e a forma de agir para minimizar os prejuízos que são impostos aos servidores com todos as armas que possuímos, porem dentro de uma realidade possível - observou Rosangela Coelho, presidente do Sindspef-SG.

#SINDSPEFSG #GREVE #ASSEMBLEIA #SALÁRIOS

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