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Guarda Municipal: greve é para resgatar dignidade


A Guarda Municipal de São Gonçalo, com apoio incondicional do Sindspef, está em greve desde o dia 11 de Julho de 2016. Um movimento grevista só ocorre quando uma determinada situação trabalhista chega ao seu limite. É o caso da Guarda. A corporação, que hoje conta com aproximadamente 340 agentes ativos (quando deveria contar no mínimo com 800 guardas), sofre uma das suas piores crises de 78 anos de história.

A situação é critica, de calamidade. Não há fardamento adequado. Se o próprio guarda municipal não tirar do seu bolso, é obrigado a trabalhar rasgado com botina furada. Muito mais que uma vergonha para o próprio trabalhador, é uma vergonha maior para o poder público, no caso, a prefeitura.

As viaturas, que são doações do governo do estado depois de usadas pela Polícia Militar, estão quebradas, paradas na Base. As que ainda estão em operação funcionam por meio de gambiarras mecânicas e pneus carecas. Um perigo para a vida dos trabalhadores e para os munícipes. Em muitos casos o próprio guarda abastece os automóveis com o seu dinheiro esperando disso algum reconhecimento que nunca vem.

O município sem ter uma política clara de segurança pública deixa a Guarda Municipal sem função definida. A Lei Federal 13.022/2014 estabelece diretrizes de atuação das guardas municipais em todo o Brasil, além de prever e garantir recursos e treinamento permanente com apoio do governo federal. A lei estabelece período de dois anos para que os municípios se adequem e se organizem. O prazo vence no dia 08 de agosto e até hoje a prefeitura de São Gonçalo nada fez para se adequar a essa nova realidade. O sentimento dos guardas é de desleixo e abandono pelo poder público.

Sem contar com planejamento estratégico, a Guarda sofre com a falta de organização interna e com as nomeações políticas ao sabor dos governantes de plantão. O que a Guarda precisa é de um Plano de Carreira que valorize e estimule os seus quadros, que dê a eles dignidade. Há solução para isto, prevista na mesma lei 13.022, solenemente ignorada pela prefeitura.

Como agentes de segurança pública e do patrimônio municipal, os guardas têm direito à aposentadoria aos 25 anos de serviço. Como servidores públicos, os guardas têm direito à isonomia referentes às gratificações. É inacreditável e ao mesmo tempo inadmissível que a prefeitura ignore essas coisas tão simples e básicas.

Então, É GREVE!

Os guardas municipais fazem essa greve com dor no coração. Mas foi a única solução para que não se tornassem cúmplices de tamanho descaso com essa instituição tão importante na vida dos gonçalenses.

LEIA BAIXO CARTA ABERTA DA GUARDA MUNICIPAL

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO GONÇALENSE

GUARDA MUNICIPAL

Os Guardas Municipais de São Gonçalo, através do Sindicato dos Servidores Públicos Efetivos (Sindspef-SG), escrevem esta Carta Aberta à População para esclarecer fatos relativos à paralisação de suas atividades, por tempo indeterminado, a partir de 11 de Julho de 2016.

Em primeiro lugar, queremos deixar claro ao POVO GONÇALENSE que a nossa greve não é por aumento salarial, mesmo não tendo ganho real ou reajuste deste governo há dois anos. O nosso movimento é pela restauração da dignidade desta corporação. A nossa gloriosa Guarda Municipal, com 78 anos de história, é a primeira de todo o Estado do Rio de Janeiro e todos nós temos muito orgulho de pertencer a esta instituição que hoje, infelizmente, está abandonada pela prefeitura.

Se não comprarmos do nosso próprio bolso material básico de uso diário, somos obrigados a trabalhar com fardas rasgadas e coturnos furados. Se os guardas não fizerem a manutenção dos veículos com o seu próprio dinheiro, não tem viatura na rua. Só a obstinação e o senso de compromisso com essa cidade e com a sua população faziam com que os guardas trabalhassem todos os dias nessa situação. Agora não dá mais. Chegamos ao fundo do poço, a um estado de calamidade intolerável em nossa instituição.

Todos nós sabemos que vivemos um momento grave de insegurança em São Gonçalo. Temos número insuficiente de policiais nas ruas para proteger a população. A Guarda Muncipal pode e deve ajudar na solução desse problema, mas a prefeitura não vê assim, é omissa. Não permitiremos mais isso. A nossa greve é para exigir do prefeito que cumpra as suas responsabilidades, mas também serve para alertar a sociedade dos problemas pelos quais estamos passando.

Precisamos do seu apoio às nossas reivindicações que são: 1. Aprovação e Execução do Plano Hierárquico; 2. Pagamento Imediato do ADGM 100%; 3. Estrutura para execução do serviço da Guarda Municipal (Viaturas em condições de uso, rádio transmissor, pagamento da linha telefônica da base GM, uniformes completos) 4. Reestruturação da Base da GM; 5. Inicio imediato da implementação da lei 13.022/2014 com a DESIGNAÇÃO IMEDIATA DO COMANDANTE DA GUARDA; 6. Regulamentação da aposentadoria especial; 7. Regulamentação da produtividade de trânsito.

Desde já agradecemos.

#SINDSPEFSG #ROSANGELACOELHO #GREVE #GUARDAMUNICIPAL #NOTÍCIAS

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