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Sindspef sofre chantagem e tentativa de extorsão de suposto jornalista


Um suposto jornalista de nome "Anderson", entrou em contato com a presidenta do Sindspef-SG, Rosangela Coelho, no dia 8 de janeiro em nome do jornal O Fluminense para, segundo o mesmo, cumprir pauta jornalística sobre o sindicalismo em São Gonçalo, numa reportagem que sairia dois dias depois, num domingo. A abordagem do suposto profissional de imprensa, como relatou Rosangela Coelho, foi "rude", "incomum" e "agressiva".

Desconfiada, a presidenta do Sindspef acionou o Departamento de Comunicação do sindicato para levantar informações sobre o suposto jornalista em O Fluminense. Representantes do jornal disseram desconhecer o tal "jornalista" e afirmaram não haver pauta sobre sindicalismo para aquele final de semana.Tudo muito estranho.

Finalmente, ainda na sexta, 8, o responsável pela Comunicação do Sindspef, Helcio Albano, tenta contato direto com o "Anderson", mas sem sucesso. Albano, então, deixa duas mensagens de texto no celular do suposto jornalista pedindo para que retornasse a ligação.

Na segunda, 11, no final da manhã, o telefone de Albano toca e do outro lado da linha ele, "Anderson", o "jornalista" misterioso: "Estou terminando uma matéria sobre a situação do sindicato (Sindspef) e vi uma série de irregularidades", disse. Depois de narrar o que ele diz ser "irregularidades" cometidas pelo sindicato, afirmou sentir certo constrangimento em dar prosseguimento à matéria por envolver "nomes da prefeitura e da procuradoria", e que estaria inclinado em assinar um "termo de confidencialidade" caso o Sindspef (através do seu jurídico) aceitasse desembolsar R$ 3 mil.

Indagado por Helcio Albano para qual veículo trabalhava, afirmou ser free-lancer numa editora que seria de sua propriedade, a Farol das Letras, localizada na cidade de Niterói. Admitiu que a matéria foi feita "sob encomenda" para alguém "que você sabe quem é" e "que tem grande interesse nesse assunto". Como a matéria traria embaraços para pessoas "que um dia ele poderia precisar", estava disposto a encerrar o assunto perante o valor acima estabelecido, "o mesmo cobrado ao cliente", 3 mil reais: "Eu vivo de vender matérias", reafirmou, e queria fazer uma oferta diretamente à presidenta do Sindspef, Rosangela Coelho.

O "jornalista" free-lancer sugeriu uma web conferência com a presidenta Rosangela Coelho, o advogado do Sindspef Alexandre Reinol e com jornalista Helcio Albano, admitindo suprimir o valor de 3 para 2 mil reais caso "fechassem negócio". Óbvio que tal absurdo sequer foi cogitado em ser aceito, e hoje, 14, o Sindspef-SG registrou Boletim de Ocorrência (nº 072-00377/2016) na 74ª DP, no Mutuá. "Isso é claramente uma tentativa de achaque, de extorsão, uma chantagem contra o Sindspef e jamais aceitaríamos isso. Procuramos de todas as formas saber quem é esse cidadão mas não conseguimos. Agora está nas mãos da Polícia que vai se encarregar em averiguar", disse Alexandre Reinol.

Rosangela Coelho, que também é diretora da CUT, acredita que o papel de protagonismo do Sindspef em defesa dos servidores efetivos de São Gonçalo tem gerado desconforto: "Somos um sindicato de fato, e falta muito pouco para que sejamos também de direito. Esse tipo de coisa (tentativa de extorsão) é escandaloso e só mostra o desespero dessa gente. Nós incomodadmos e vamos incomodar cada vez mais até o servidor ser tratato com respeito neste município. Não tenho medo de cara feia e não fujo da luta", encerrou Rosangela.

Parte do conteúdo das conversas foram gravadas e presenciadas por uma dirigente da CUT NACIONAL que contou, inclusive, com ameaças físicas à Rosangela Coelho.

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